quarta-feira, 27 de abril de 2011

Foi uma honra ser comandado pelo major Miguel Costa e o capitão Luis Carlos Prestes. Por várias vezes vencemos os combates contra as forças do governo e não é a toa que fomos chamados de Coluna Invicta. Percorremos mais de 25 mil quilômetros pelo interior desse nosso querido Brasil e sempre com uma oscilação na quantidade de nossos guerreiros. Conheci lugares pobres e também lugares encantadores, fomos heróis e guerreiros para alguns e problema para outros. Combatemos as forças do governo, defendendo os nossos ideais com força e determinação. Almejavamos uma reforma no sistema educacional e publico do país, uma mudança também no sistema de votação, que fosse secreto.
Tenho orgulho de falar que eu, João Martins da Cunha, sou um dos guerreiros que lutou e ainda busco formas de lutar, porém, agora, mais pacificamente, contra a falta de compromisso do nosso governo. Governo esse que por puro egoísmo permite a continuidade das desigualdades sociais. Tudo porque os nossos representantes no governo pensam apenas em feitos para beneficio próprio.
Passo esse meu depoimento para todos os jovens que acreditam na possibilidade de um governo menos corrupto mais compromissado nos dias de hoje. E incentivo todos os jovens, que lerem meu depoimento, a lutarem por um país mais justo. A Coluna-Prestes acabou, porém a luta pela justiça estava só começando!       
Fonte: Livro didático – História Volume único. Gislane e Reinaldo. Editora ática.
                 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O tenentismo foi uma época bastante complicada para nós.Participei de várias rebeliões em busca de uma sociedade mais igualitária.Nós éramos ao todo 302 jovens militares, éramos a minoria diante dos soldados,vários colegas desistiram na hora, ficaram apenas 18 para enfrentá-los,eu fui fraco e não tive coragem de lutar.Depois disso ficamos bem conhecidos e por três semanas ocupamos a capital paulista, erguemos barricadas e trincheiras em pontos estratégicos.Nós estávamos vivendo um período de plena guerra, com tiroteios, bombardeios, mas depois de 23 dias não aguentamos a situação de muita violência que estávamos vivendo, presenciando vários amigos morrerem e então nós abandonamos a capital e fomos em direção ao rio Paraná.Não me arrependo de ter participado desse movimento, pois fiz a minha parte em prol da sociedade que apenas buscava direitos iguais diante de uma situação política complicada que o Brasil viveu!
FONTE: livro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática

terça-feira, 19 de abril de 2011

Juarez Távora... Anseio por um governo honesto

Naquela sociedade com sistema de votação baseado em violência e fraudes que só beneficiavam os coronéis e o péssimo sistema educacional público do país tudo o que queríamos era a moralidade política no país e combater a corrupção. Em 1924, durante os vinte e três dias da revolta paulista contra o Presidente Arthur Bernardes conseguimos forçar o presidente do estado, Carlos de Campos, a fugir para o interior de São Paulo, depois de ter bombardeado o Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista na época. Ao entrar na Coluna Prestes, em 1926, fui preso em combate e libertado no governo Washington Luís. Durante minha passagem na cadeia comecei a observar a sociedade por outro lado, antes era o jovem tenente revolucionário com grandes idéias para mudar o governo, e agora me via impotente diante daquela situação. Estava incapaz de ajudar meus amigos, muitos estavam morrendo sem eu saber lutando pelas mesmas causas que eu defendia e outros estavam me fazendo companhia conformados com a perda. Mas eu tinha que ser diferente, não podia deixar o governo oligárquico destruir o caráter político-militar do país. Sem perder as esperanças, consegui me libertar daquela prisão e em 1930 passei a comandar as forças nordestinas que apóiam Getúlio Vargas e por isso vários passaram a me chamar de Vice-Rei do Norte. Eu nunca me vangloriei por títulos, apenas me orgulho de todos os meus feitos, pois agora eu olho pra trás e vejo que valeu a pena cada gota de sangue!

FONTE: livro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alexandre Martins - Luta e determinação.

Na época do tenentismo, lutei bastante e até hoje me lembro das noites sem dormir,da má alimentação e do medo de no dia seguinte,estar morto pelo governo oligárquico. Todo dia lembrava da minha família e dos meus amigos que tinha deixado pra trás, mas não me arrependo de nada, até porque eu era jovem e ainda tinha muita coisa pra viver. Estava nesse movimento em busca de reformar este país, da moralidade e do combate á corrupção, como por exemplo o voto de cabresto, e enquanto nao conseguisse isso, não ia me dá por satisfeito. Era um absurdo a sociedade não ter a liberdade o suficiente para votar em um político de seu agrado, pra votar em um político corrupto (sendo que ele te obrigava a votar nele) e além do mais , o voto era aberto. Pena que em 1930, o Tenentismo perdeu poder por causa do governo de Getulio Vargas, porém conseguiu produzir uma divisão no movimento, sendo que importantes nomes do tenentismo passaram a atuar como interventores federais e já outros, continuaram no movimento fazendo parte ,principalmente, da Coluna Prestes. Tenho boas lembranças e saudade dos meus amigos, principalmente daqueles que morreram durante a revolução e posso dizer que foi um milagre eu estar vivo e com saúde. Essa época, marcou a minha vida.
FONTE: livro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Júlio de Andrade...coragem, luta, esperança!!

    Não aquentava mais aquele maldito governo oligárquico. O nosso país precisava de uma revolução, de uma revolta, de algo que mexesse com a estrutura política e econômica. Eu , um homem do exército, não podia mais deixar a nação do jeito que estava. Assim, nós, jovens oficiais, que ficamos conhecidos como tenentes, começamos uma revolta com o objetivo de fortalecer a esfera militar e mudar os moldes do sistema oligárquico que vigorava no país.Por isso, deu o meu primeiro passo participando da marcha que teve nas ruas de Copacabana no dia 5 de julho de 1922. Muitos militares receberam tiros e eu fui um deles. Fui gravemente ferido e em função disso fiquei paraplégico. Não pude mais participar das revoltas. Isso me entristeceu muito pois queria que o Brasil se livrasse das mãos desse regime maldito. Mas eu tinha esperança que os militares iriam conseguir levar isso até o fim e alcançar o nosso objetivo. Como estava muito debilitado, começei a escrever livros, depoimentos que motivassem os meus colegas a continuar em frente. E assim fiquei até meus últimos dias...com fé de que tudo mudaria e o que os militares ainda iriam tomar posse desse imenso Brasil.
FONTE: livro de história volume único/ autores: Gislane e Reinaldo/ editora: ática